Ellefson: "Mustaine é uma pessoa difícil quando ele está focado"

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Jay Nanda do San Antonio Metal Music Examiner falou recentemente com o baixista do Megadeth, David Ellefson. Confira trechos da entrevista:

San Antonio Metal Music Examiner: Voltar a ensaiar com o Dave novamente é como sentar em uma bicicleta ou está sendo um novo processo de aprendizagem para vocês dois?

Ellefson: Não, tem corrido tudo bem. Tipo, "Puxa, isso soa demais," especialmente com o material do Rust In Peace. Tem algumas músicas ali que nunca toquei ao vivo e tenho quase certeza que o Dave também não. Ninguém vai tentar improvisar nada, a não ser que estivessemos gravando. É um disco musicalmente desafiador. Nó escrevemos, gravamos e regravamos durante um ano e meio. Com alguns álbuns, é melhor se estivesse no estúdio gravando tudo, esse é um deles.

San Antonio Metal Music Examiner: "Peace Sells... But Who's Buying?" colocou oMegadeth no mapa, mas muitas pessoas dizem que o Rust In Peace é mais cru, mais pesado e polido, e que colocou a banda em um novo patamar. Como você se sente tocando ele na integra 20 anos depois?

Ellefson: Sim, eu concordo com isso. O Rust In Peace foi uma combinação de coisas. Uma nova formação, novo empresário, comprometimento maior da Capitol Records. Sabe, tudo é ciclico, seja tendencias da moda ou esses shows do Big Four. Esse é um ano bacana pra isso. Ano que vem talvez outra coisa seja popular. Meio que caiu no nosso colo sem ter um planejamento, bem a cara do Megadeth.

San Antonio Metal Music Examiner: Eu iria te perguntar sobre o Big Four depois, mas já que tocou no assunto - vocês são todos americanos, tocando pela primeira vez juntos em outros países, será que vai rolar no Estados Unidos?

Ellefson: É engraçado, acho que todos adorariam se passasse pelos Estados Unidos. Mas o espirito das pessoas no festivais na Europa é bem diferente do que nos Estados Unidos. Aqui você faz um pacotão para as tours e sai na estrada, enquanto na Europa são meio que unicos, e são adaptados a cultura do país. Em alguns paises, essa é a única chance que eles tem de ver muitas dessas bandas.

San Antonio Metal Music Examiner: Vou te fazer a mesma pergunta que fiz ao Chris Broderick em Novembro passado. Numa escala de 1 a 10, sendo 1 uma pessoa "fácil", mas o quão dificil é o Mustaine como pessoa para se trabalhar junto?

Ellefson: (Risos) Bem você sabe, Dave, em um determinado dia pode ser um 2, e nos outros dias ele pode ser um 8 ou 9, Uma coisa, eu conheço o Dave - e esse é o porque de eu ter conseguido trabalhar com ele durante anos - quando ele é um cara dificil é porque ele está muito focado na idéia que ele tem em mente. então eu consigo sentar e dizer "Sabe, as idéias dele são muito boas." Muita pessoas saem das suas zonas de conforto, e é por isso que acham o Dave um pessoa dificil de se trabalhar. É fácil levar tudo pro lado pessoal, mas talvez você precise de alguns dias para digerir as coisas. E quando isso acontece, e você analise o passado, você percebe que ele sabia o que estava fazendo.

San Antonio Metal Music Examiner: Você possui algum arrependimento, ou algo que gostaria de mudar acerca da evolução do Megadeth?

Ellefson: Quer saber... Não. Quero dizer, claro, se você olhar o Megadeth com os olhos de alguém de 45 anos e ver como eu me comportei quando tinha 18, 19, 20, então sim. Mas isso faz parte do amadurecimento. As coisas que passei com Dave nos deu mais força e nos deixou melhores, talvez, mais do que nos deixaria se tivessemos continuados juntos. Trouxe muitas coisas boas e nos permitiu seguir em frente.

Fonte: Megadeth Brasil

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