
Rock Satanico???
O Rock em geral sempre foi acusado de ser satânico e incitar a morte, demônios e etc. Com o Iron Maiden não é diferente, após o lançamento do disco The Number of the Beast (O Número da Besta), o Maiden passou a ser constantemente a ser tachado de grupo satanista e etc.
Além do disco The Number of the Beast, outros dois fatores servem de apoio aos evangélicos que pregam essa bobagem, o disco Seveth Son of a Seveth Son que tem trechos da obra de Mr. Crowley, um bruxo do passado e o mascote Eddie.
Abaixo vamos mostrar alguns motivos dessa freqüente associação do Iron Maiden com o satânico e etc.
Visão geral da associação do rock ao satânico
Rebeldia: O rock de uma maneira geral prega a rebeldia contra os costumes vigentes e ataca o sistema vigente, incluindo a religião vigente. Esta anti-religião facilmente é confundida com uma religião anticristã.
Hedonismo: O rock prega o hedonismo, o que é contrário à pregação das igrejas cristãs e freqüentemente associado a satanismo. Na realidade o hedonismo, o gozo máximo dos prazeres terrenos (drogas, sexo) é realmente um dos princípios da maior parte das seitas satanistas.
Individualismo: O rock prega o individualismo, a vontade própria acima da vontade da maioria. Este é um outro ponto fundamental das seitas satanistas, sendo inclusive o resumo do pensamento do "satanista" inglês Aleister Crowley: "Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei".
Devido fundamentalmente a estas três características o rock foi a início taxado de demoníaco. Com as acusações já existentes algumas bandas resolveram levar a polêmica adiante, propositalmente ou não. O maior motivo das acusações de satanismo nas duas últimas décadas se deve ao fato de muitos rock-star terem adotado abertamente uma atitude (ou ao menos uma aparência) demoníaca, (como Kiss, Ozzy Osbourne, Alice Cooper, Wasp, etc) enquanto outros abordam com certa freqüência o tema do oculto (Rolling Stones, Iron Maiden, Black Sabbath, AC/DC, etc).
Este interesse em parecer demoníaco ou abordar temas demoníacos pode ser explicado facilmente por qualquer uma das seguintes alternativas:
Arte: uma música que aborda o tema satanismo pode ser considerada apenas uma expressão artística sobre o tema, assim como um bom livro ou filme de terror.
Rebeldia: a abordagem de temas "proibidos" pode ser apenas mais uma maneira de chocar a sociedade conservadora. Além do mais o ser humano tem uma tendência a apreciar o que é proibido pela maioria.
Interesse pelo oculto: o que não implica obrigatoriamente em satanismo. O tema do oculto pode ser abordado apenas pelo fato de despertar interesse e não por despertar credos religiosos.
Influências "satânicas”
Aleister Crowley: foi um filósofo Inglês do século 19, considerado por muitos um bruxo e satanista. Seu pensamento e pregação se resumiam basicamente no conteúdo da obra chamada Livro da Lei e na doutrina conhecida por Thelema (palavra grega que significa vontade) e que pode ser resumida em "Faz o que quiseres que tudo deve ser da lei. Todo homem é um indivíduo único e tem direito a viver como quiser". O disco Seveth Son of a Seventh Son aborda alguns trechos da obra de Crowley.
H. P. Lovecraft: Howard Philips Lovecraft foi um escrito de ficção nascido em 1890 e morto em 1937. É considerado um dos pais da ficção e do terror modernos na literatura. Lovecraft costumava fazer parecer em seus livros que os demônios e rituais citados eram reais, inclusive citando como fontes de seus conhecimentos a mitologia grega, egípcia, árabe e assíria embora tudo não passasse de ficção. Costumava citar freqüentemente em seus contos demônios como Cthulhu e Shub-Nigurath além de abordar os rituais de invocação que haveriam escritos em um livro chamado Necronomicon (Livro dos Mortos). O livro dos mortos nunca existiu, porém Lovecraft o tratava de forma tão detalhada em seus livros que chegaram a se criar seitas de estudo do Necronomicon e várias versões foram forjadas deste livro. O Necronomicon é o livro tema da série de filmes A Morte do Demônio (Uma Noite Alucinante) em que um grupo de jovens invoca sem querer forças incontroláveis. É também baseada na obra de Lovecraft a série Re-Animator entre muitos outros filmes e livros.
Na capa do disco Live After Death do Iron Maiden é de H. P. Lovecraft a citação escrita na lápide da sepultura de Eddie. "That is not dead which can eternal lie, And with strange aeons even death may die." A tradução aproximada seria "Não está morto o que eternamente jaz inanimado, e em realidades estranhas até a morte pode ser vencida". Obviamente o trecho, que seria uma citação do Necronomicon, trata sobre a vida após a morte.
Crimes e suicídios relacionados
12 de abril de 1985: um garoto fanático por heavy metal de 14 anos matou três pessoas. O garoto (que tinha tatuado um grande 666 no peito) informou estar dominado por Eddie (mascote do Iron Maiden) quando cometeu os assassinatos.
Outros fatos relacionados
1992: naquele ano o Iron Maiden foi proibido de tocar no Chile. A Igreja Católica pediu ao governo providências contra a apresentação da banda e foi atendida. Segundo a igreja a música Bring Your Daughter To The Slaughter (Traga sua Filha para o Abate), música da trilha sonora do filme "A Hora do Pesadelo" incitava o assassinato e The Number Of The Beast incitava satanismo e assassinatos.
Piece of Mind: a famosa mensagem invertida da música Still Life do disco Piece of Mind do Iron Maiden. Trata-se do baterista Nicko McBrain falando "what ho sed de t'ing wid de t'ree bonce", que significa "what ho said the monster with the three heads" (o que disse o monstro de três cabeças) em dialeto rasta. A segunda frase é "don't meddle wid t'ings you don't understand" (não brinque com coisas que não entende). E a mensagem termina com um grunhido.
Na música Wasting Love no álbum A Real Live One, Bruce Dickinson fala algo antes da música começar. Ele fala isso:
Versão Original (Francês): Eh bonsoir, bienvenue C'est la premiere fois que je parle le francais pour une annee et demie,tres dangereux. Nous avons un nouveau álbum, oui c'est ca, Fear Of The Dark, oui. Cette chanson, c'est un peu different pour nous de faire ce type de chanson, mais pour nous c'est important, parce qu'il est un chanson qui est pour le coeur. L'amour ce n'est pas seulement un homme fuck un ami, ce n'est pas. L'amour c'est, c'est plus en bas, dans la tete, dans le coeur, dans toute la forme.
Em Português: Boa noite sejam bem-vindos. É a primeira vez que falo francês em cerca de um ano e meio muito perigoso. Nós temos um novo álbum, sim, está certo, Fear Of The Dark, sim. Esta música é diferente das músicas que costumamos escrever, mas para nós é muito importante porque é uma música que fala ao coração. Amor, não é apenas um homem transar com uma amiga, não, não é Amor é mais profundo, na mente, no coração, no ser humano inteiro.
Músicas dos álbuns que foram tocadas e não tocadas em shows
Iron Maiden: Todas já foram tocadas em shows
Killers: Todas já foram tocadas em shows, com exceção a "Prodigal Son".
The Number Of The Beast: Todas foram tocadas em shows, com exceção a "Gangland". A música "Invaders" foi tocada durante os shows em Auckland, em 3 de 4 shows realizados.
Piece Of Mind: Todas foram tocadas em shows, com exceção a "Quest For Fire" e "Sun And Steel". "To Tame A Land" já foi tocada ao vivo, mas a gravação nunca foi lançada.
Powerslave: Todas foram tocadas em shows, com exceção a "Flash Of The Blade", "The Duellists" e "Back In Village". Adrian Smith tocava a música "Flash Of The Blade" em sua antiga banda.
Somewhere In Time: Todas foram tocadas em shows, com exceção a "Deja-vu" e "Alexander The Great".
Seventh Son Of A Seventh Son: Todas foram tocadas em shows.
No Prayer For The Dying: Todas foram tocadas em shows, com exceção a "Fates Warning", "Running Silent Run Deep" e "Mother Russia".
Fear Of The Dark: Todas foram tocadas em shows, com exceção a "Fear Is The Key", "Childhood's End", "The Fugitive", "Chains Of Misery", "The Apparition", "Judas Be My Guide" e "Weekend Warrior".
The X Factor: Todas foram tocadas em shows, com exceção a "Judgement Of Heaven", "2A.M" e "The Unbeliever".*
Virtual XI: Todas foram tocadas em shows.*
Singles (e outras): "Women In Uniform", "Invasion", "I've Got The Fire", "Total Eclipse". "Burning Ambition" nunca foi tocada ao vivo.
* Os dados das músicas tocadas na The X Factour e Virtual Tour não são oficiais, foram baseados em set lists de shows já realizados.
Confira trechos ou falas de músicas do Maiden e saiba de onde foram retiradas:
Na música "The Number Of The Beast", a abertura retirada do livro das Revelações (ch. xiii v.18).
"Woe to you, oh Earth and Sea, for the Devil sends the beast with wrath, because he knows the time is short...Let him who hath understanding reckon the number of the beast for it is a human number, its number is Six hundred and sixty six."
Na música "The Prisioner", a abertura é baseada num seriado de TV a cabo.
"We want information...information...information..." "Who are you?" "The new number two." "Who is number one?" "You are number six." "I am not a number!...I am a free man!" "risos"
Dentro do encarte do álbum "Piece Of Mind", a citação retirada do livro das Revelações (ch. xxi, v.1). "And God shall wipe away all tears from their eyes, and there shall be no more death. Neither sorrow nor crying. Neither shall there be any more Brain."
Os primeiros versos da música "Revelations" foram retirados de uma velha reza inglesa de G. K. Chesterton.
Durante a música "The Rime Of The Ancient Mariner" existe uma citação de um poema de Samuel Taylor Coleridge. "Day after day, day after day, we stuck nor breath nor motion, As idle as a painted ship upon a painted ocean; Water, water everywhere and all the boards did shrink, Water, water everywhere nor any drop to drink." e "One after one by the star dogged moon, too quick for groan or sigh; each turned his face with a ghastly pang, and cursed me with his eye; four times fifty living men, (and I heard nor sigh nor groan), with a heavy thump, a lifeless lump, they dropped down one by one."
Na capa do "Live After Death" existe a citação de H. P. Lovecraft's. "That is not dead which can eternal lie yet with strange aeons even death may die”.
Na abertura da música "Aces High" do Live After Death existe uma fala de Winston Churchill. "We Shall go on till the end. We shall fight in France, We shall fight in the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our island, whatever the cause may be. We shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight on the fields and in the streets, we shall fight in the hills. We shall never surrender!"
No início da música "Alexander The Great" existe uma fala do Rei Philip da Macedonia - 339 B.C. (pai de Alexandre o Grande). "My son...asks for thyself another Kingdom, for that which I leave is too small for thee." e Alexandre responde: "My kingdom's not gonna be big enough for you!"
Na abertura de "The Number Of The Beast", no "A Real Dead One", Bruce Dickinson pergunta: "What is it please?"
Fonte: Iron Maiden Brasil
Iron Maiden: Curiosidades Parte 2/5
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Postado por Skullage às 11:38
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